ChrisOS Research Project Documentação técnica do sistema
01 · Matéria, ferramentas matemáticas, eletricidade, dispositivos e lógica 12 / 214

Entrega de potência, regulação e desacoplamento

Sobre este capítulo Carga, circuitos e comportamento eletromagnético
Nível
01 · Matéria, ferramentas matemáticas, eletricidade, dispositivos e lógica
Módulo
Carga, circuitos e comportamento eletromagnético
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Ruído, aterramento e integridade de sinal
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Estrutura cristalina, bandas de energia e dopagem
Neste capítulo
Um sistema digital requer alimentação estável apenas no sentido lógico; fisicamente, cada evento de chaveamento demanda corrente variável através de uma rede de distribuição com resistência, indutância, capacitância e largura de banda de regulação finitas. Integridade de potência é o problema de manter alimentação e referência dentro dos limites elétricos desde a fonte externa e o laço do regulador até transitórios de encapsulamento e die. Este capítulo desenvolve regulação, conversores, transitórios de carga, impedância-alvo, desacoplamento, ESR/ESL, anti-ressonância, load line, sequenciamento, proteção, eficiência, medição e compromissos térmicos. Em seguida, reconcilia a fronteira de software: a descoberta ACPI atual do ChrisOS pode reportar assinaturas de tabelas selecionadas, mas não implementa controle de VRM da placa-mãe, política completa de estados de energia ACPI, suspend/resume nem um subsistema de telemetria de rails.

Pré-requisitos e escopo

Este capítulo pressupõe:

  • tensão, corrente, resistência, energia e potência;
  • capacitores e indutores;
  • transitórios RC/RL/RLC;
  • impedância CA e resposta em frequência;
  • fundamentos de ruído, aterramento e integridade de sinal;
  • terminologia básica de laços de controle.

O caminho físico é maior do que um único regulador:

fonte externa
    ↓
fonte / adaptador
    ↓
conversão na placa
    ↓
módulo regulador de tensão
    ↓
planos e vias
    ↓
encapsulamento
    ↓
distribuição no die
    ↓
transistores e lógica

Cada estágio adiciona impedância e limites dinâmicos.

Entrega de potência e gerenciamento de energia por software são relacionados, mas distintos. Software pode solicitar estados ou alterar carga; ele não elimina a dinâmica elétrica da PDN.

Desvio de tensão no rail

Para uma corrente de carga i(t) passando por impedância de alimentação não nula Z_PDN,

ΔV(ω) = Z_PDN(ω) · ΔI(ω)

Essa é a relação central de pequenos sinais em integridade de potência.

Um rail permanece dentro da especificação apenas quando o produto entre perturbação de corrente e impedância da rede fica dentro do desvio admissível.

A PDN depende da frequência porque:

  • resistência domina certas perdas de baixa frequência;
  • o controle do regulador atua em largura de banda finita;
  • capacitores dominam faixas selecionadas;
  • indutâncias parasitas dominam em frequências suficientemente altas;
  • encapsulamento e die adicionam ressonâncias.

Uma única resistência CC não caracteriza a qualidade do rail.

Droop admissível e impedância-alvo

Suponha desvio máximo permitido ΔV_allowed para um degrau de corrente ΔI_step.

Um critério de primeira ordem comum é:

Z_target = ΔV_allowed / ΔI_step

Exemplo:

rail nominal       = 1,0 V
desvio permitido   = 30 mV
degrau de corrente = 20 A

Z_target
=
0,030 / 20
=
1,5 mΩ

O objetivo é manter a impedância relevante da PDN abaixo do alvo na faixa de frequência que contribui para o transitório de carga.

O critério é útil, porém não suficiente sozinho. Forma de onda de carga, dinâmica do regulador, rede do encapsulamento/die e ponto de medição importam.

Transitório de carga no tempo

Um aumento abrupto de corrente produz componentes de tensão de primeira ordem:

resistivo:
    ΔV_R = ΔI · R

indutivo:
    ΔV_L = L · dI/dt

capacitivo:
    ΔV_C = (1/C) ∫ i_deficit(t) dt

Os três mecanismos atuam juntos.

Uma sequência simplificada:

corrente da carga aumenta
      ↓
capacitores locais respondem primeiro
      ↓
indutância de placa/encapsulamento produz queda L·di/dt
      ↓
capacitância bulk fornece energia intermediária
      ↓
laço do regulador aumenta corrente entregue
      ↓
rail retorna ao ponto regulado

Nenhum capacitor isolado cobre eficientemente todas as escalas de tempo.

Regulação

Um regulador compara um sinal relacionado à saída com uma referência e ajusta o estágio de potência para reduzir o erro.

Conceitualmente:

referência
   ↓
amplificador de erro / controlador
   ↓
estágio de potência
   ↓
rede LC/saída
   ↓
carga
   └──────── realimentação ────────↑

O laço possui largura de banda, atraso e margem de estabilidade finitos.

O regulador não responde instantaneamente a mudanças arbitrariamente rápidas.

Energia para transitórios rápidos precisa estar armazenada perto da carga.

Regulação linear

Um regulador linear controla continuamente um elemento de passagem.

Um limite de eficiência aproximado para regulador linear idealizado é:

η ≈ V_out / V_in

quando a corrente de carga domina a corrente quiescente.

A potência dissipada é aproximadamente:

P_loss ≈ (V_in - V_out) · I_load

Vantagens podem incluir simplicidade e baixo ruído.

A desvantagem é dissipação elevada para grande diferença de tensão ou corrente.

Por isso rails de núcleo/CPU de alta corrente costumam depender de conversão chaveada, não de regulação linear com grande queda.

Regulação chaveada

Um regulador chaveado transfere energia por estados de comutação e armazenamento reativo.

Topologias incluem:

  • buck;
  • boost;
  • famílias buck-boost;
  • conversores multifásicos;
  • topologias isoladas a montante.

Para um buck ideal em condução contínua:

V_out ≈ D · V_in

onde D é o duty cycle.

A corrente do indutor muda segundo:

di_L/dt = V_L / L

Durante o intervalo high-side:

V_L,on ≈ V_in - V_out

Durante o intervalo low-side:

V_L,off ≈ -V_out

Em regime periódico, o balanço de volt-segundos exige tensão média aproximadamente nula no indutor por período.

Ripple de corrente no buck

Para período T_s e duty D:

ΔI_L,on
=
(V_in - V_out) · D · T_s / L

O intervalo de queda deve devolver a corrente do indutor ao mesmo estado periódico em regime.

Frequência de chaveamento maior pode reduzir L necessário para um ripple especificado, porém aumenta perdas de chaveamento e pode piorar EMI.

L maior reduz ripple, mas pode desacelerar resposta transitória e aumentar volume.

Ripple no capacitor de saída

O capacitor conduz a diferença entre corrente do indutor e da carga:

i_C = i_L - i_load

A tensão segue:

dv/dt = i_C / C

Para ripple triangular de corrente, a capacitância ideal produz ripple correspondente de tensão.

Capacitor real adiciona contribuição de ESR:

ΔV_ESR ≈ ΔI_C · ESR

e efeitos indutivos de borda por ESL/interconexão.

Regulação multifásica

Rails de alta corrente frequentemente usam fases intercaladas.

Com N fases deslocadas no tempo, correntes de ripple podem se cancelar parcialmente na saída.

Benefícios potenciais:

  • menor ripple efetivo;
  • distribuição térmica;
  • maior corrente total;
  • indutores menores por fase;
  • melhor resposta transitória.

Custos:

  • controlador mais complexo;
  • balanceamento de corrente;
  • mais nós de chaveamento;
  • layout mais complexo.

O cancelamento depende de duty cycle, número de fases e ponto operacional.

Realimentação e estabilidade

Um laço pode ser representado por função de transferência em malha aberta L(s).

Estabilidade depende do ganho e da fase perto do crossover.

Conceitos úteis:

  • frequência de crossover;
  • margem de fase;
  • margem de ganho;
  • polos e zeros;
  • ressonância do filtro de saída;
  • rede de compensação.

Laço rápido ajuda em transitórios, mas não pode ser arbitrariamente rápido: atrasos, frequência de chaveamento, amostragem e ressonâncias limitam largura de banda estável.

Compensação ruim pode produzir ringing ou instabilidade mesmo com ponto CC correto.

Bandas de frequência da PDN

Uma hierarquia conceitual é:

frequência muito baixa:
    fonte externa e balanço médio de potência

baixa/intermediária:
    laço do VRM e capacitância bulk

mais alta:
    desacoplamento da placa

ainda mais alta:
    encapsulamento

mais alta:
    estruturas no die

As fronteiras se sobrepõem e dependem da plataforma.

A PDN deve ser analisada como uma única rede de impedância, não como valores isolados de capacitores.

Modelo do capacitor de desacoplamento

Capacitor ideal:

Z_C = 1/(jωC)

Capacitor real mais montagem:

Z(ω)
=
ESR
+
jω·ESL
+
1/(jωC)

A autorressonância do modelo RLC série ocorre aproximadamente quando:

ω_0 = 1 / sqrt(ESL · C)

ou

f_0 = 1 / (2π sqrt(ESL · C))

Abaixo da ressonância predomina comportamento capacitivo.

Acima, predomina comportamento indutivo.

Posicionamento e indutância de conexão

Um capacitor conectado por trilhas/vias longas adiciona indutância.

No transitório rápido, o laço relevante é:

capacitor
   ↓
caminho de alimentação
   ↓
carga
   ↓
retorno
   ↓
capacitor

Laço físico pequeno reduz indutância.

Um capacitor grande distante pode armazenar muita energia e ainda assim ser ineficiente para transitório muito rápido por causa da indutância de conexão.

Hierarquia de capacitância

PDNs costumam usar capacitância em várias escalas:

Escala Função principal
bulk/fonte suporte de energia mais lento
placa próximo do regulador/carga transitórios intermediários
encapsulamento suporte local de alta frequência
die frequências ainda maiores

É uma hierarquia conceitual, não prescrição universal.

Valores dependem da impedância-alvo, modelo de pacote, regulador e espectro de carga.

Anti-ressonância

Combinar capacitores de valores e parasitas diferentes pode criar picos de anti-ressonância.

Mecanismo simplificado:

um ramo parece indutivo
outro ramo parece capacitivo
        ↓
ressonância paralela
        ↓
pico de impedância

Adicionar mais capacitores pode piorar a PDN em determinadas frequências se a rede não for analisada.

ESR, amortecimento intencional, perdas dos planos e diversidade de componentes alteram a magnitude do pico.

Indutância de planos e vias

Planos de alimentação e terra formam estrutura distribuída.

Corrente atravessando vias e se espalhando pelos planos produz indutância parasita.

Em alta frequência, um único L escalar costuma ser insuficiente porque a corrente é distribuída.

O princípio local permanece:

laço menor
e
conexão mais curta/larga e de baixa indutância
    ↓
menor impedância de alta frequência

Isso conecta diretamente power integrity ao capítulo de aterramento e signal integrity.

Load line e droop intencional

Nem todo regulador tenta manter tensão exatamente constante em todas as correntes.

Comportamento load line pode definir:

V_target(I)
=
V_no_load
-
R_loadline · I

Esse droop controlado pode criar margem para overshoot/undershoot e gerenciar guard bands.

A política exata é específica da plataforma/processador.

Nenhum valor de load line é atribuído ao hardware do ChrisOS aqui.

Remote sensing

Um regulador pode medir tensão perto da carga em vez de nos próprios terminais.

saída do regulador
   ↓ resistência dos planos/cabos
ponto de sense na carga
   ↑ realimentação

Remote sense compensa quedas CC e de frequência intermediária.

Ele não elimina indutância local de alta frequência.

O caminho de sense também precisa ser roteado/filtrado conforme o projeto.

Medição de corrente

Reguladores podem medir/inferir corrente por:

  • resistor shunt;
  • DCR do indutor;
  • amplificador de corrente;
  • telemetria integrada no power stage;
  • sensor magnético.

A informação pode servir para:

  • limitação;
  • balanceamento de fases;
  • telemetria;
  • load line;
  • proteção.

Precisão depende de temperatura, banda, calibração e topologia.

Sequenciamento de energia

Muitos sistemas exigem rails subindo e descendo em ordem definida.

Motivos:

  • limites absolutos dos dispositivos;
  • reset;
  • evitar back-power por I/O;
  • inicialização de PLL/referências;
  • dependências entre memória/controlador.

Sequência simplificada:

entrada válida
   ↓
rail de standby
   ↓
conversão principal habilitada
   ↓
rail entra na janela power-good
   ↓
reset liberado
   ↓
processador começa a executar

Sequenciamento é contrato de hardware/firmware.

O kernel começa depois que grande parte do sequenciamento já ocorreu.

Power-good e reset

Power-good indica que a fonte está dentro de uma janela operacional definida pela plataforma.

Não significa ripple zero nem desempenho transitório perfeito.

Reset pode manter lógica inativa até que rails/clocks sejam aceitáveis.

Brownout pode reassertar reset ou proteção quando tensão cai abaixo do limite.

Implementação exata é específica da plataforma.

Fonte a montante

Plataformas desktop podem receber rails de uma fonte da família ATX antes que VRMs locais gerem tensões de CPU, memória e dispositivos.

O guia público Intel ATX12VO, datado de 2024-05-01, lista diretrizes ATX12V revisão 3.1.

Esse é um exemplo de contrato de fonte de plataforma, não requisito universal do ChrisOS.

O alvo x86-64 do ChrisOS não justifica assumir uma única topologia de fonte.

USB Power Delivery como outra camada

USB Power Delivery negocia energia no conector/protocolo antes de reguladores locais converterem a entrada.

A biblioteca USB-IF lista USB Power Delivery Specification Revision 3.2 Version 1.2 datada de 2026-09-14.

Exemplo arquitetural:

contrato negociado da fonte
        ↓
tensão/corrente no conector
        ↓
conversão na placa
        ↓
rails locais regulados

Um contrato negociado não substitui o projeto da PDN local.

Eficiência

Eficiência do conversor:

η = P_out / P_in

Perdas podem incluir:

  • condução dos MOSFETs;
  • chaveamento;
  • gate drive;
  • cobre/núcleo do indutor;
  • ESR de capacitores;
  • controlador/corrente quiescente;
  • condução na PCB.

Em carga alta, perdas de condução podem dominar.

Em carga leve, perdas fixas de controle/chaveamento ficam relativamente importantes.

O power stage pode mudar de modo para otimizar a faixa.

Acoplamento térmico

Perda elétrica vira calor.

Para potência P_loss e resistência térmica efetiva θ:

ΔT ≈ P_loss · θ

como modelo de primeira ordem em regime.

Sistemas reais têm vários caminhos térmicos, capacitância térmica, fluxo de ar e parâmetros elétricos dependentes da temperatura.

Temperatura maior pode elevar resistência e alterar semicondutores, acoplando comportamento térmico e elétrico.

Proteção

Mecanismos comuns:

  • OCP — sobrecorrente;
  • OVP — sobretensão;
  • UVLO — bloqueio por subtensão;
  • OTP — sobretemperatura;
  • proteção de curto;
  • soft start;
  • limitação de corrente.

Limiares e tempos são específicos do regulador/plataforma.

Um evento de proteção pode aparecer para software como reset, desligamento ou perda de dispositivo, mas o sintoma não identifica a causa física sozinho.

Brownout e integridade de dados

Tensão insuficiente pode violar temporização antes de o sistema aparentemente desligar.

Consequências possíveis:

  • reset de CPU;
  • corrupção de memória;
  • falha de controlador de armazenamento;
  • escritas incompletas;
  • perda de dispositivo.

Filesystem e storage precisam considerar perda abrupta de energia salvo se hardware garantir hold-up e software participar de protocolo definido.

Isso não é afirmação de atomicidade power-fail do ChrisFS atual.

Medição

Medições úteis:

  • tensão CC;
  • resposta a degrau de carga;
  • ripple/ruído no osciloscópio;
  • impedância versus frequência;
  • nó de chaveamento;
  • forma de onda de corrente;
  • temperatura;
  • telemetria quando disponível.

A qualidade depende da técnica de probe.

Um fio longo de terra no osciloscópio adiciona indutância e pode mostrar ringing parcialmente criado pelo laço de medição.

Para ripple de pequena amplitude e alta frequência, sondagem de baixa indutância é essencial.

Medição de impedância em frequência

Pode-se excitar a PDN com pequeno sinal conhecido e medir a resposta:

Z(ω) = V_response(ω) / I_excitation(ω)

O método prático depende de frequência, ponto operacional e instrumento.

A excitação não deve levar o regulador para fora da região de pequenos sinais quando se usa interpretação linear.

Hierarquia de modelos

Análise de potência pode usar:

  • redes RLC ideais;
  • modelos SPICE de regulador;
  • modelos de laço;
  • modelos distribuídos de plano;
  • modelos de encapsulamento;
  • modelos de transistor.

O modelo precisa corresponder à pergunta.

Capacitor ideal não é adequado para prever comportamento de pacote em GHz.

Solver 3D pode ser desnecessário para estimar load line CC.

Contexto de normas

A BIPM SI Brochure versão 4.01 revisada em junho de 2026 é referência metrológica para as unidades usadas.

O UEFI Forum lista ACPI Specification Version 6.6, lançada em maio de 2025, como a versão ACPI mais recente. ACPI cobre gerenciamento de energia de sistema, dispositivo e processador entre suas áreas funcionais. É uma interface de gerenciamento OS/firmware, não especificação elétrica de VRM.

O guia público Intel ATX12VO datado de 2024-05-01 inclui diretrizes ATX12V revisão 3.1.

A USB-IF lista USB Power Delivery Specification Revision 3.2 Version 1.2 datada de 2026-09-14.

Essas normas ilustram camadas diferentes:

ACPI       -> interface OS/firmware de energia
família ATX -> contrato da fonte da plataforma
USB PD     -> contrato negociado no conector
PDN/VRM    -> conversão/distribuição elétrica local

As camadas não devem ser fundidas.

Fronteira arquitetural atual do ChrisOS

O código atual revisado contém:

kernel/metal/acpi.c
kernel/metal/acpi.h

com símbolo exportado:

acpi_probe

A implementação percorre regiões do mapa de memória de boot buscando a assinatura RSDP da ACPI.

Para ACPI revisão 2 ou superior, obtém endereço da XSDT, verifica assinatura e percorre um conjunto limitado de ponteiros de tabela.

O código imprime assinaturas selecionadas quando encontra:

APIC
MCFG
FACP

Isso é descoberta/log.

Não é um interpretador ACPI completo nem implementação de power management.

Limites da evidência da implementação ACPI atual

O acpi_probe citado não mostra:

  • parser/execução de AML;
  • transições globais de sleep;
  • controle de P-states;
  • controle de C-states;
  • gerenciamento de bateria;
  • política térmica;
  • telemetria de rails;
  • programação de VRM;
  • controle do laço do regulador.

A busca de código no repositório na revisão analisada também não encontrou o símbolo _S5.

Esse resultado é evidência de apoio, não prova absoluta sobre qualquer mecanismo fora do escopo revisado.

Fronteira da auditoria

docs/CURRENT_HARDWARE_AUDIT.md classifica RSDP, MADT e MCFG como EXPERIMENTAL e afirma que nenhuma máquina física foi inicializada naquela auditoria.

Logo a evidência atual não estabelece:

  • estabilidade física dos rails;
  • resposta transitória de VRM;
  • power states ACPI em hardware;
  • controle térmico da plataforma;
  • comportamento de bateria.

Esses itens requerem implementação e hardware separados.

Fronteira do plano de hardware real

docs/REAL_HARDWARE_PLAN.md coloca suspend e resume fora de escopo para um projeto posterior.

O plano exige ACPI para o perfil pretendido, mas requisito planejado não é evidência de implementação atual.

power management ACPI planejado
!=
power management ACPI implementado

Sequência de inicialização atual

O caminho atual de acpi_probe é orientado à descoberta:

kernel recebe boot information
        ↓
acpi_probe
        ↓
varre região buscando RSDP
        ↓
lê ponteiro XSDT
        ↓
inspeciona assinaturas
        ↓
imprime assinaturas selecionadas na serial

Não existe sequência de inicialização de regulador no código citado.

ChrisOS não ajusta compensação, load line ou desacoplamento físico da placa nesse caminho.

Estado e estruturas de dados

acpi_probe usa variáveis locais para:

  • iteração do mapa de memória;
  • base/comprimento/tipo;
  • endereços RSDP/XSDT;
  • ponteiros de tabela;
  • strings temporárias de assinatura.

Nenhuma estrutura persistente de PDN é definida nos arquivos citados.

Não há estrutura atual para:

  • tensão de rail;
  • corrente de rail;
  • estado das fases;
  • impedância da PDN;
  • inventário de capacitores;
  • histórico de telemetria.

Algoritmos e complexidade

O código ACPI atual varre regiões elegíveis em passos de 16 bytes na região legada:

0xE0000 .. 0x100000

e depois percorre entradas da XSDT com limites explícitos no código.

É trabalho de descoberta limitado.

Não possui relação com algoritmos de controle de conversor.

Um regulador real pode executar controle periódico em hardware/firmware na frequência de controle/chaveamento. ChrisOS não implementa esse algoritmo na fonte citada.

Propriedade de memória

A sondagem ACPI lê tabelas físicas descritas pelo firmware através do mapeamento físico/virtual fornecido pelo boot information.

Ela não aloca nem possui buffers de controle de regulador.

O header citado expõe apenas:

void acpi_probe(void);

Não existe ABI de telemetria de energia nesses arquivos.

Concorrência

A função atual é uma rotina de probe com estado local.

Não aparecem locks ou sincronização multicore para power management porque esse subsistema não está implementado nesses arquivos.

Código futuro precisaria contratos explícitos para:

  • coordenação entre CPUs;
  • eventos/interrupções;
  • ordenação de suspend de dispositivos;
  • registradores compartilhados;
  • timeouts e recuperação.

Esses contratos devem ser documentados apenas depois de existir fonte correspondente.

ABI e fronteira firmware

ACPI é um contrato firmware/OS descrito pela especificação ACPI.

ChrisOS atual inspeciona somente parte limitada da hierarquia de tabelas.

Não estabelece uma ABI geral de interpretador AML.

Rails físicos estão abaixo dessa camada.

objeto/estado ACPI
!=
estado elétrico do VRM

salvo quando uma interface específica expõe a relação e ChrisOS a implementa.

Falha e recuperação

Falhas de power delivery incluem:

Falha Resultado físico possível
resistência CC excessiva droop e aquecimento
indutância excessiva droop/overshoot rápido
capacitância insuficiente transitório intermediário maior
anti-ressonância pico estreito de impedância
laço instável oscilação/ringing no rail
OCP desligamento/reset
UVLO/brownout reset ou mau funcionamento
superaquecimento throttling/proteção/desligamento
sequenciamento incorreto falha de startup

O sintoma de software não é específico.

Um reset não prova problema no VRM.

Segurança e privilégio

Equações de regulador não possuem nível de privilégio.

Interfaces de power management podem possuir.

Se ChrisOS futuramente puder:

  • solicitar sleep;
  • alterar performance state;
  • controlar energia de plataforma;
  • escrever registradores de gerenciamento;

o acesso deverá ser privilegiado e validado porque transições incorretas podem corromper estado ou causar negação de serviço.

Nenhuma interface generalizada dessas é afirmada como existente no código citado.

Compromissos de desempenho

Power delivery limita desempenho porque margem de tensão, capacidade de corrente e temperatura restringem atividade.

Escolha Benefício Custo
frequência maior de chaveamento L/C menores, resposta rápida perdas, EMI
mais capacitância menor impedância em certas bandas área, custo, anti-ressonância
ESR menor menor queda resistiva menos amortecimento possível
load line mais forte headroom transitório tensão menor em carga
mais fases compartilhamento/ripple custo e complexidade
laço mais rápido recuperação estabilidade/ruído
condutores maiores menor R/L área/material

Nenhuma variável deve ser otimizada isoladamente.

Evidência de validação deste capítulo

O checker determinístico verifica:

impedância-alvo:
    Ztarget = ΔVallowed / ΔI

droop resistivo:
    ΔV = I·R

droop indutivo:
    ΔV = L·di/dt

transitório do capacitor:
    ΔV = ΔQ/C

relação buck ideal:
    Vout = D·Vin

ripple do indutor:
    ΔI = (Vin-Vout)·D·Ts/L

autorressonância:
    f0 = 1/(2πsqrt(ESL·C))

load line:
    Vtarget = V0 - Rloadline·I

eficiência:
    η = Pout/Pin

O checker também valida âncoras atuais de acpi_probe, descoberta RSDP/XSDT, logging APIC/MCFG/FACP e fronteiras de evidência do plano/auditoria.

Esses testes não são medições elétricas de uma placa-mãe.

Limitações atuais

Este capítulo não fornece:

  • stack-up específico de placa;
  • rede de compensação de VRM real;
  • valores de load line de fornecedor de CPU;
  • impedância PDN medida;
  • capturas de osciloscópio;
  • modelo térmico de uma máquina ChrisOS;
  • interpretador AML;
  • suspend/resume;
  • gerenciamento de bateria;
  • telemetria de energia.

Esses itens exigem implementação ou hardware ausente na evidência atual.

Fronteira do roadmap

A progressão dos fundamentos agora alcança dispositivos semicondutores e lógica digital:

circuitos e campos
      ↓
transitórios e impedância CA
      ↓
linhas de transmissão
      ↓
integridade de sinal
      ↓
entrega de potência e regulação
      ↓
eletrostática de dispositivos semicondutores
      ↓
chaveamento CMOS e temporização digital

Documentação futura de power management do ChrisOS deve ser dirigida pela implementação e citar fontes concretas de ACPI/firmware/controlador quando existirem.

Proveniência da revisão

Revisado contra o main do ChrisOS na revisão da3df29cb397932c43d32373871fb9380e688ade.

As afirmações de implementação foram conciliadas diretamente contra:

  • kernel/metal/acpi.c;
  • kernel/metal/acpi.h;
  • docs/CURRENT_HARDWARE_AUDIT.md;
  • docs/REAL_HARDWARE_PLAN.md.

O símbolo concreto acpi_probe foi inspecionado. O comportamento atual descrito aqui se limita à descoberta/log ACPI estabelecida por esses arquivos.

O contexto externo foi verificado contra BIPM SI Brochure 4.01, UEFI Forum ACPI 6.6, guia público ATX12VO da Intel e biblioteca atual da USB-IF para USB Power Delivery. Limites específicos de produto não são generalizados.

Continuações que dependem deste capítulo
Registro do documento
ID: power-delivery-regulation Source revisado: da3df29cb397 Class: technical-chapter